terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Edmund Halveric Rowan

Edmund Halveric Rowan (1946–1998)



Pintor britânico associado ao Neo-Pré-Rafaelitismo Tardio Fantástico

História e Contexto

Edmund Halveric Rowan foi um pintor inglês que emergiu artisticamente no final dos anos 1960 e atingiu maturidade estética na década de 1970, período que coincidiu com o lançamento de The Silmarillion (1977) — evento que marcou profundamente sua obra.

Rowan acreditava que Tolkien não era apenas um escritor, mas um mitógrafo moderno, e via a Terra-média como um ciclo épico digno das antigas sagas arturianas, nórdicas e bíblicas. A partir de 1972, ele passou a dedicar quase toda sua produção pictórica a cenas do Legendarium, especialmente O Hobbit, interpretado não como literatura juvenil, mas como uma tragédia pastoral sobre coragem, corrupção e perda da inocência.

Ele recusava o tom cinematográfico ou heroico convencional. Em vez disso, pintava o peso moral do mundo, a melancolia dos caminhos, o medo nos pequenos, e a indiferença majestosa da natureza.




Estilo Artístico




O estilo de E. H. Rowan pode ser definido como:

Neo-Pré-Rafaelita sombrio

Realismo pictórico com detalhismo botânico obsessivo

Ambientes mais importantes

Paleta contida: verdes profundos, azuis frios, dourados crepusculares, cinzas úmidos

Luz simbólica: luar, crepúsculo, brilho fraco de lâminas ou olhos

Natureza como força moral e narrativa

Violência sugerida, nunca gratuita

Melancolia constante — mesmo nas vitórias

Sensação de lenda antiga observada por um olhar moderno e triste

Seus quadros de Tolkien são descritos como:

“menos ilustrações e mais relíquias de um mundo que nunca existiu, mas deveria.”




Mestres Inspiradores

Rowan citava como influências diretas:

🎨 Pré-Rafaelitas

John Everett Millais — naturalismo lírico

Dante Gabriel Rossetti — simbolismo emocional

William Holman Hunt — rigor moral e espiritual

🎨 Romantismo e Sublime

J. M. W. Turner — atmosfera e catástrofe

Caspar David Friedrich — solidão diante do infinito

🎨 Gravura e Dramaticidade

Gustave Doré — escala épica e tragédia visual

📚 Influências literárias

Tolkien

William Morris

Lord Dunsany

Mitologia nórdica e anglo-saxã

Mitologia bíblica




Títulos das artes




1. Bilbo sai do Condado



2. Gandalf e Bilbo



3. Três trolls truculentos 




4. Valfenda




5. Elrond e as runas lunares




6. Dois gigantes de pedra




7. Bilbo encontra o Um Anel 1 e 2

 





8. Adivinhas com Gollum 




9. Wargs e Gobelins




10. Gandalf e a Águia


 



11. Na casa de Beorn




12. A aranha gigante




13. Os elfos da floresta


 



14. A cidade do lago 1 e 2


 




15. Smaug e o tesouro




16. A queda de Smaug




17. Batalha dos cinco exércitos




18. O túmulo de Thorin




19. De volta outra vez






Obs: Escrevi os dados biográficos e influências de Edmund como prompt para o Chatgpt pintar cada arte desse post. Edmund Halveric Rowan é um personagem fictício.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Daqui

Dei com a língua nos dentes. Veja bem. Pretendi não contar nada demais, mas contei foi tudo. Minha doutora me ouviu atentamente, me aconselhou psicóloga também. Eu disse: "mas eu não tenho grana!" numa exclamação fora do comum, de fato. Mas totalmente factual. Tive a impressão de que ela estava realmente me ouvindo, disse: "essa coisa de não ser daqui me preocupa." Em março devo ligar para a marcação.

E Tolkien, hein? O velho é joia! Deixo aqui bem explícita a minha total admiração pela sua obra, com minha pequenez de poeta pós moderno apocalíptico. Será que usam hífen em pós moderno assim? —> pós-moderno. Não tô afim de pesquisar. Vou fazer um poema:

No Rio o Sol é potestade
Que a tua alma invade
E faz arder a luz

No Rio o Sol é divindade
Que se cansou da bondade 
Que ri da nossa cruz
 

Mas há o ar-condicionado novo. Esse paladino dos reféns mais torturados nas masmorras tirânicas do sol. Sinto como se tivesse nascido de novo. Tem Wi-Fi e tudo o bicho. Essa semana Rimbaud sumiu por um dia inteiro. Temos mesmo que castrar ele. Tenho medo que ele sofra alguma violência devido à sua cor de pele. Gente preconceituosa, gente doente. Será mesmo que não é possível que eu seja daqui?

You are the juice I need for life
You are the sweetness in my eyes 

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Frente fria em janeiro

Ponho empenho na compra de material para a obra da minha irmã. Amanhã vamos à colheita de sangue para exame periódico. Tô afundado em Tolkien. Vejo vídeos, documentários, canções, reportagens e leio artigos. Só li o Hobbit por enquanto. Fizemos planos de climatizar o quarto, tudo girando para esse fim. Por isso os livros vão esperar. Deus, até sonho com a box nova de O Senhor dos Anéis. Ainda tenho Tolstói e Dostoiévski na fila.

Quanta estupidez um homem pode ter? Aqui dou uma pausa para trabalhar; logo, logo continuo. — (voltei) Os ataques à Venezuela me parecem a tomada da Polônia pelos nazis. Mas quem sou eu na fila de Auschwitz? A noite chegou mansa, de repente tudo escuro. Dei uma cochilada de tardinha. Sonhei com dragões escarlates protegendo montanhas de barras de chocolate. Juro! Tô careta, careta. O ar cond que caço entrou na promoção!

A vida adulta é algo entre calcular custo-benefício e fazer o que não se quer. Dizem certos filósofos que fazer algo a contragosto é prova da verdadeira liberdade. Vai saber? Liberdade de quê ou de quem? Enfim, são questões para o futuro nesse bendito diário público. No mais, instalei uma torneira com purificador de água para minha irmã. Ela ficou contente e tudo, mas ainda falta fazer o acabamento da pia. Oh, canseira! 

Everybody knows the fight was fixed
The poor stay poor, the rich get rich
That's how it goes
Everybody knows 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Alone in the dark

 


Eis o novo ano. Há certo tempo tenho provado um pouco de solidão. Não que bem antes eu não a conhecesse. De certa maneira a solidão me fez companhia durante a infância e adolescência, e eu estava bem com ela, cercado de amigos mortos e seus legados, seus livros. Acontece que tenho mergulhado nesse oceano com mais frequência. E não como antes, me incomoda o fato de estar só, só no sentido pleno, mesmo acompanhado. 

Não creio em alma gêmea. Você pode vociferar: "Que porra de poeta é esse que não crê em alma gêmea?". Não te culpo. Esta porra de poeta não deseja que a realidade invada o reino da fantasia, nem o contrário. É que não somos mais os mesmos. Nossas prioridades nos direcionam. Nossas paixões nos segregam. E tenho me apaixonado tanto como tenho pensado em morrer. 

Não, a paixão não contradiz o desejo do fim. Muitas vezes ela é a raiz desse desejo. É claro que estou pra baixo agora, situação comum em época de transição. Tenho tomado minha medicação. Quebrei o juramento de não mais beber álcool para confraternizar com meu sogro. Foram 3 anos sem beber. Mas tanto faz, quem foi embora não vai voltar e quem ficou que se acostume. Mas que bom que tenho meus amigos mortos. Que bom, né? 
 
Vou seguir os conselhos de amigos
E garanto que não beberei nunca mais
E com o tempo esta imensa saudade
Que sinto se esvai